Onde e como se vive em Portugal | Censos 2011

De acordo com os resultados definitivos dos Censos 2011 na região de Lisboa regista-se a maior densidade populacional, apesar de ser a região Norte a concentrar a maior parcela da população portuguesa. A região do Alentejo tem a maior proporção de idosos e de alojamentos familiares ocupados apenas por idosos, mas, entre estes últimos, é na região da Madeira que se verifica a maior proporção de alojamentos ocupados por idosos sós.A maior proporção de edifícios com 1 ou 2 alojamentos verifica-se na região dos Açores (98%), por oposição à região de Lisboa, que regista a menor proporção destes edifícios do país (74%).

É na região de Lisboa que mais alojamentos estão ocupados como residências habituais enquanto na região do Algarve as residências secundárias têm a maior expressão do país. As residências habituais são, em média, mais espaçosas nas regiões do Centro e dos Açores, registando-se, nesta última, os maiores rácios de pessoas e de divisões por alojamento.

Na região Centro, a maior proporção de residências habituais são ocupadas pelos proprietários, mas é na região de Lisboa que se registam mais proprietários com encargos por compra do alojamento e na região da Madeira verifica-se o valor médio mais elevado de encargos. É na região de Lisboa que mais residências habituais são ocupadas por arrendatários, predominando os contratos de duração indeterminada. É na região do Algarve que se paga o valor médio mais elevado de renda mensal.

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Fonte INE

Mercado de habitação no Algarve

As estatísticas SIR revelam que os proprietários e promotores de habitação, que nova quer usada, no Algarve, aplicaram, no 3º trimestre de 2011, descontos médios de 13% no momento da negociação final para a venda das casas.

Esta taxa de desconto agravou-se ao longo de 2010 e 2011, mais que duplicando face ao desconto de 6% quer aplicado, nas mesmas condições, no 3º trimestre de 2012.

Além deste desconto (que resulta da comparação entre o preço final de venda e o último valor de oferta no mercado), no 3º trimestre de 2011, quer proprietários quer promotores haviam já revisto os preços dos fogos em oferta em cerca de 6% para a habitação nova e 10% na usada, com o objectivo de melhorar as possibilidades de venda dos seus produtos imobiliários.

Em contrapartida, os imóveis habitacionais no Algarve demoram agora menos tempo a ser absorvidos da base de dados. No caso dos usados, o tempo médio de absorção passou, entre o 1º trimestre e o 3º trimestre de 2011, de 19 para 9 meses, enquanto que nos fogos novos, essa redução foi de 26 para 22 meses.

De acordo com os dados SIR, a pool de empresas que integra estas estatísticas para região Algarvia, dava nota de um total de 482 vendas de imóveis habitacionais ao longo do último ano, 29% das quais realizadas em Loulé e 27% em Albufeira.

No que se refere a dados de oferta, as estatísticas dão conta de um stock de 19.380 unidades habitacionais para venda na região Algarvia no 3º trimestre de 2011, dos quais 23% se concentram em Portimão, 14% em Loulé e 13% em Albufeira.

Fonte Confidencial Imobiliário

Algarve | Mercado expectante

De acordo com os dados SIR – Sistema de Informação Residencial para a região do Algarve, no 1º trimestre de 2011 verificou-se uma reduzida dinâmica de revisão das tabelas de preços por parte dos proprietários e promotores de habitação, já que apenas 2,0% dos fogos registou uma revisão de valores.

Esta prática sofreu também uma desaceleração considerável face ao 4.º trimestre de 2010, momento em que a percentagem de fogos revistos alcançou os 8,0%.

Esta taxa de revisão de preços de 2,0% foi resultado do comportamento da taxa para os fogos novos, fixada em 5,0%, quando ao longo de 2010 rondou os -5,0%.

Para os fogos usados, a taxa de revisão permaneceu negativa no 1.º trimestre de 2011 (-6.0%), apesar das melhorias em termos trimestrais e homólogos: 3 p.p. e 1 p.p., respetivamente. Dada a redução na atividade de revisão, as melhorias verificadas em ambos os segmentos de mercado no 1.º trimestre de 2011 podem ser apenas de carácter pontual.

Na região do Algarve, o SIR – Sistema de Informação Residencial registou, no período acumulado entre o 2º trimestre de 2010 e o 1º trimestre de 2011, uma oferta de 13.195 fogos a um valor médio de 2.160 €/m2.

Em termos de vendas, o conjunto de empresas que integram o sistema apurou um total de 614 transações de habitações a um preço médio de 1.810 €/m2. Os concelhos de Loulé e Albufeira foram os mais dinâmicos, concentrando cerca de 70% das transações verificadas.

Albufeira foi o mercado que apresentou o preço médio por mais elevado da região – 2.785€/m2 – sendo que Lagoa, com um preço médio de venda de 1.926 €/ m2, apresentava também um valor superior ao atingido ao nível regional.

Fonte CI