Rendas prime estáveis

Nos centros comerciais assistiu-se a um aumento da renda dos activos prime em resultado de um incremento da procura por este tipo de imóveis. De acordo com a consultora, tem sido evidente que num contexto de fraco crescimento económico e retracção do consumo, os retalhistas optam por melhores imóveis e localizações.

Pelo contrário, no comércio de rua do Porto, verificou-se um decréscimo do valor da renda prime em resultado da fraca procura por estes activos.

As yields continuaram a tendência descendente no sector dos Escritórios mas mantiveram-se estáveis nos sectores de Retalho e de Industrial & Logística. Os imóveis de Retalho são os únicos a não registar descidas nas prime yields desde o inicio da crise.

De acordo com os Índices CB Richard Ellis de Rendas e de Taxas de Capitalização Prime (yields), na Europa assistiu-se também a uma estabilização das rendas prime ao longo do período em análise, com a maioria dos mercados a revelarem poucas ou nenhumas alterações.

Existem contudo sinais de crescimento em alguns mercados, principalmente no segmento de escritórios para o qual o Índice CB Richard Ellis de Rendas registou no 1º trimestre o primeiro aumento desde o início da crise – um crescimento que está a ser fortemente impulsionado pelos mercados de Paris e de Londres.

Esta inversão no Índice de Rendas também reflecte o facto de o segmento de escritórios ser aquele que está a sentir uma maior descida nas Yields, com quase metade das localizações de escritórios monitorizadas a registarem uma queda no 1º trimestre.

Fonte CBRE

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Troca-se por Arte

“Troca-se por Arte” é um projecto de divulgação da cidade e dos nossos artistas, em colaboração com os proprietários das lojas de comércio tradicional na cidade invicta.

O objectivo é mostrar alguns artistas que consideramos promissores e talentosos, e durante 3 dias desloca-los do circuito regular da arte.

Os proprietários aderiram no bom sentido a esta iniciativa trocando as suas montras por uma exposição que decorrerá apenas durante o fim de semana de 16, 17 e 18 de Abril.

Esta acção não tem fins lucrativos e só vem tentar dinamizar mais o comércio,e fazer com que o público se atente mais com a arte, com arquitectura, e com a noção de cidade viva.

Blog I Cartaz

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European Capital Markets Bulletin

A Jones Lang LaSalle confirmou as suas estimativas para o mercado de investimento directo em imobiliário terciário na Europa em 2010, revelando que os volumes deverão crescer entre 20 a 30% face aos níveis de 2009, que se ficaram pelos €69,2 biliões.

De acordo com o mais recente European Capital Markets Bulletin, divulgado hoje, cerca de €24,6 biliões de imobiliário terciário foram transaccionados no 4º trimestre de 2009 na região EMEA, mais do dobro dos €11,6 biliões do 1º trimestre de 2009 e 50% mais do que em período homólogo.

Um último trimestre forte não é, contudo, raro, já que os investidores tentam alocar o capital antes do final do ano, apesar desta não ter sido uma realidade nos dois últimos anos, em que os volumes caíram ao longo de sete trimestres consecutivos entre o 2º trimestre de 2007 e o 1º de 2009.

A compressão das yields em alguns mercados, aliada ao facto de as rendas estarem a aproximar-se do final do ciclo de queda noutros mercados, originaram movimentos ascendentes nos Índices Capital Value da Jones Lang LaSalle em todos os sectores no último trimestre de 2009.

O Índice de Escritórios Europeu cresceu cerca de 1,1% no trimestre, o de comércio de rua 4,8% e o de industrial e logística 1,0%. A nossa expectativa é para que as rendas prime permaneçam sob pressão em 2010 (apesar de alguns mercados irem contra a corrente), mas uma compressão de yields mais alargada implica que os valores dos imóveis registem um crescimento pequeno mas positivo.

Esperamos uma melhoria contínua na realização de negócios e na disponibilidade de financiamento que se traduzirão em negócios de maior dimensão em 2010. Negócios superiores a €50 milhões cresceram de forma sustentada desde o primeiro trimestre de 2009, impulsionados no 3º trimestre devido a dois negócios que superaram o valor de €1 bilião.

Dos mais de 100 negócios com valores superiores a €100 milhões concluídos em 2009, cerca de 75 foram fechados na segunda metade do ano e 40 no último trimestre. O segundo semestre do ano assistiu ainda ao retorno dos negócios superiores a €1 bilião com duas transacções de impacto: a operação de sale & leaseback de uma rede de agências bancárias em Espanha e a venda de uma participação de 50% na Broadgate Estate no Reino Unido.

O investimento estrangeiro totaliza agora menos de 50% do total da actividade de investimento, abaixo do máximo de 63% observado em 2007. O declínio do investimento estrangeiro oculta uma concentração de capital internacional num reduzido número de mercados.

O Reino Unido, que atraiu mais de 50% dos fluxos de investimento estrangeiro, viu compradores de mais de 50 nacionalidades assumirem 54% de toda a actividade compradora; os fluxos de investimento estrangeiro em França recuperaram rapidamente perto do final do ano, atraídos por Paris, com os volumes a crescerem cerca de 100% face ao 3º trimestre e 350% face ao 1º trimestre – apesar de comparar com volumes baixos; um pequeno número de negócios oportunísticos de grande dimensão fez com que Espanha se mantivesse como um destino de investimento estrangeiro; e os mercados da Europa Central e de Leste continuaram a atrair uma parte significativa de investidores estrangeiros e no total atraíram a quarta maior quota de capital estrangeiro.

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Fonte Jones Lang LaSalle