Tracking Clean Energy Progress

TCEP 2013

Os avanços para a utilização de tecnologias mais limpas para geração de energia estão paralisados, com uma produção atual tão “suja” quanto era duas décadas, alertou esta quarta-feira a Agência Internacional de Energia (AIE).

“Apesar de muita conversa com os líderes mundiais, e apesar do boom das energias renováveis ao longo da última década, a unidade média de energia produzida hoje é basicamente tão suja como era 20 anos atrás”, afirmou a diretora executiva da entidade, Maria van der Hoeven, citada pela imprensa internacional.

Com a predominância do carvão na geração de energia global, especialmente nos países emergentes, como a China e a Índia, parece cada vez mais improvável que a meta internacional para limitar o aumento da temperatura média em 2 º C seja alcançada, advertem os autores do estudo.

O relatório Tracking Clean Energy Progress (Rastreando o Progresso da Energia Limpa) apresenta um índice de intensidade de carbono do setor de energia (ESCII), que mostra a quantidade de dióxido de carbono emitida, em média, para fornecer uma determinada unidade de energia. Em 1990, o ESCII ficou em 2,39 toneladas de CO2 por tonelada de óleo equivalente e, em 2010, este índice manteve-se em 2,37.

Como resultado, o relatório calcula que a quantidade de CO2 emitida por cada unidade de fornecimento de energia caiu em menos de um por cento a partir de 1990. Na prática, os investimentos bilionários realizados em prol de tecnologias mais limpas está a ser anulado pelo crescimento do uso de fontes sujas.

Por exemplo, enquanto a geração de combustível não-fóssil cresceu cerca de um quarto entre 2000 e 2010, o aumento da geração a partir do carvão no mesmo período foi de 45 por cento.

Der Hoeven vincou que estes dados são um alerta para mostrar que “o mundo não está no caminho para compreender a vantagem de um sistema energético de baixo carbono – para limitar as elevações a longo prazo da temperatura a dois graus centígrados”. “Não podemos arcar com outros 20 anos de indiferença”, acrescentou, pedindo uma expansão rápida para as tecnologias de energia de baixo carbono. Os investimentos em energia limpa caíram em 2012 para o nível mais baixo em quatro anos.

Para ajudar na transição para um sistema energético mais limpo, a AIE pediu aos países que implementassem regras claras que incentivem a mudança para combustíveis e infraestruturas mais limpos.

Segundo os cientistas, um aumento da temperatura global de mais de 2 graus Celsius poderia ter consequências dramáticas para o meio ambiente, incluindo o aumento da frequência de eventos climáticos extremos com graves consequências sociais e económicas.

Tracking Clean Energy Progress

Fonte PER | IEA

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