Investimento em eficiência energética na UE

Tribunal de Contas Europeu (TCE) alerta que 80 por cento dos investimentos dos fundos de coesão em projetos de eficiência energética realizados nos últimos 12 anos não cumpriram o seu objetivo.

“Os Estados-membros empregaram estes fundos fundamentalmente para renovar edifícios públicos e a eficiência energética constituía, no máximo, uma preocupação secundária”, disse Harald Wögerbauer, membro do TCE, citado pela imprensa internacional. Este responsável referia-se a 4000 milhões dos 5000 milhões de euros desembolsados pelos 27 Estados-membros. Ou seja, os fundos foram usados para melhorar condições de conforto e segurança e até para tornar os edifícios mais atrativos.

A denúncia foi feita na passada segunda-feira, numa conferência de imprensa em Bruxelas, por Harald Wögerbauer, que lançou o documento “Rentabilidade dos investimentos em eficiência energética da Política de Coesão”. Todavia, nem todos os números apresentados pelo autor do documento constam no relatório.

O relatório aponta que a média esperada para a amortização dos investimentos é de 50 anos e, em alguns casos, de 150 anos, algo excessivo tendo em conta a vida útil dos componentes renovados e dos próprios imóveis.

Embora todos os projetos tenham sido realizados como planeado, o custo relativo ao potencial de poupança de energia dava mais importância à necessidade de renovação dos edifícios públicos, como a substituição de portas e janelas ou isolamento de telhados e paredes, do que à eficiência.

Durante a investigação, que foi realizada na República Checa, Itália e Lituânia, países que receberam as maiores contribuições no período de 2007 a 2013, o tribunal concluiu que o conceito de rentabilidade não foi um fator na alocação de fundos.

Os auditores também descobriram que alguns Estados-membros, como a Itália, não realizam qualquer auditoria energética antes de conceder dinheiro e não exigem aos destinatários que monitorizem o consumo de energia.

Wögerbauer acrescentou que cabe agora à Comissão Europeia decidir se vai reclamar o dinheiro mal gasto.

Fonte PER

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