Hotelaria Nacional e Internacional

Segundo os principais indicadores estatísticos, o turismo tem mostrado sinais de crescimento ao longo dos anos. Esta estabilidade vem reforçar a importância deste sector na futura recuperação económica do país. Ainda assim, a hotelaria tem vindo a ressentir-se, como demonstrado pela retracção dos preços médios ao balcão e pelo número de insolvências financeiras de alguns grupos hoteleiros. O turismo residencial tem registado uma retracção da procura, dificuldade no escoamento dos fogos existentes e de acesso ao financiamento. Contudo, a marca “Portugal” poderá vir a crescer no exterior, consolidando assim o país como destino turístico privilegiado da Europa.

No contexto internacional, o mercado hoteleiro tem mostrado sinais de crescimento desde 2010, contribuindo desta forma para um volume de transacções significativo como demonstrado através de indicadores de performance positivos, bem como o aumento do RevPar e subida das taxas de ocupação. França, Espanha, Itália e Reino Unido continuam a ser os maiores destinos turísticos da Europa e a Alemanha afirmou-se como a capital do turismo de negócios da Europa. Segundo dados do primeiro semestre do ano de 2011, o volume de investimento no mercado hoteleiro nos cinco principais destinos turísticos foi de um total de 2.5 mil milhões de Euros. Paris, Londres, Frankfurt e Barcelona, são as cidades ideais para investimentos, devido ao seu RevPar elevado.

Já a hotelaria nacional, conseguiu manter em 2011um desempenho positivo iniciado no ano de 2010. Segundo os principais indicadores, o mercado registou a manutenção dos passageiros desembarcados nos aeroportos portugueses, um decréscimo de dormidas, uma ligeira subida das taxas de ocupação quarto e cama e a manutenção dos proveitos globais. Uma das maiores penalizações foi o decréscimo dos valores médios nas unidades hoteleiras. Em 2011 desembarcaram nos aeroportos nacionais cerca de 13.8 milhões de passageiros, resultando assim num aumento de 9% dos passageiros estrangeiros e uma descida de 2% dos passageiros em voos domésticos (de notar que estes dados se referem ao período de Novembro de 2010 a Novembro de 2011). No que diz respeito aos números de proveitos e número de dormidas, registou-se um aumento em ambos: 6,5% e 6,4% respectivamente. O mesmo acontece com as taxas de ocupação quarto e cama, situando-se no final de 2011 em respectivamente 53,9% e 44,3%.

Ao analisar os preços médios pedidos ao balcão, tem-se vindo a registar um decréscimo significativo desde 2008. Nos hotéis de 3, 4 e 5* a maior redução deu-se de 2009 para 2010 com -12,8%. Em 2011 atingiu-se o valor mais baixo dos últimos sete anos com 117.54€. Nos hotéis de 5* o decréscimo de valor tem sido ainda mais significativo. O preço médio por quarto tem vindo a decrescer cerca de 10% desde 2008, tendo atingido os 228,79%. Em 2011, o número de abertura de unidades hoteleiras ascendeu a 17 unidades num total de 1.969 quartos. Da oferta inaugurada, os hotéis de 5* representam 67% da nova oferta, 65% são unidades com mais de 100 quartos e o Algarve foi a região com maior abertura de unidades correspondendo a 47% da oferta e a cerca de 60% do número de quartos.

No que diz respeito ao turismo residencial, este é reconhecido enquanto produto estratégico para Portugal, capaz de exporta e criar emprego e riqueza. A conjuntura actual tem afectado em muito este sector, registando-se assim um dinamismo fraco, com níveis de concretização baixos, vendas muito aquém do desejado e dificuldade de concretização de projectos. As mudanças de comportamento da procura, a retracção da procura internacional, a diminuição significativa de vendas em planta e a alteração do perfil do consumidor mudaram bastante este segmento de mercado.

O ano de 2012 vai condicionar o desempenho do mercado hoteleiro e do turismo residencial. Apesar do número elevado de unidades hoteleiras em pipeline do número de projectos de turismo residencial, não se antevê a concretização dos mesmos a curto prazo. Assim sendo, é necessário repensar os projectos de turismo residencial para que estes se adaptem aos novos paradigmas do mercado e se tornem em mais-valias nas regiões onde se encontram pela criação de emprego e riqueza. Prevê-se que a atual conjuntura tenha um efeito depurador nos projectos e cadeias hoteleiras e que apenas os mais sólidos e com grande know-how e financeiramente mais sólidos consigam vingar.

Fonte Worx | Turismo de Portugal

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