Miniwaste | LIFE+

Cascas de batatas para o lixo? E porque não aproveitá-las em petiscos culinários? Esta é uma das muitas sugestões que se podem ouvir nas sessões de formação da Lipor em prevenção de resíduos biodegradáveis. O Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto é parceiro do projecto europeu Miniwaste, apoiado pelo LIFE+, e tem a seu cargo a componente de gestão e prevenção de resíduos biodegradáveis – nomeadamente através da promoção de compostagem caseira, compostagem comunitária e prevenção de desperdícios alimentares.

Os resultados são animadores. Segundo a responsável pelo projecto Ana Lopes, da divisão de Valorização Orgânica da Lipor, o ponto de situação feito em Setembro dá conta de 38 locais de compostagem comunitária, 6200 compostores distribuídos, formação de 8200 pessoas em compostagem caseira e a sensibilização de 500 pessoas em redução de desperdícios alimentares.

Os alvos das campanhas são variados, desde os alunos das escolas à população em geral, passando por empresas privadas. Em qualquer dos casos, «a receptividade tem sido óptima», confirma Ana Lopes. Tanto é que o projecto já envolveu 172 entidades e instituições. A Lipor espera desviar da valorização energética mais de 300 kg por ano, por cada compostor de resíduos orgânicos.

O projecto Miniwaste arrancou há um ano, mas já tem demonstrado um sucesso sem precedentes na sensibilição da prevenção de resíduos biodegradáveis. O co-financiamento pelo programa da Comissão Europeia Life+ surge perante o objectivo de demonstrar que é possível reduzir de maneira significativa a quantidade de bioresíduos a nível local.

A iniciativa europeia surge, para a Lipor, mais como uma ajuda do que uma novidade. «Já tínhamos uma actuação em termos de resíduos biodegradáveis, mas o Miniwaste permitiu à Lipor estruturar uma estratégia mais virada para o sector doméstico», explica a responsável.

De qualquer forma, as acções terão um futuro após o horizonte final do projecto, em Dezembro de 2012. Por um lado, porque todos os projectos apoiados pelo LIFE+ têm prevista uma continuidade. Mas também pelo próprio interesse estratégico da Lipor. «Para nós, limitar o número de resíduos orgânicos é um factor-chave», indica Ana Lopes, frisando que, mesmo sem o co-financiamento europeu, a entidade-gestora continuaria este percurso.

Fonte Ambiente Online

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