Nova Iorque continua o mercado de retail mais caro do mundo

À medida que a recuperação económica mundial começa a acelerar, os níveis de confiança dos consumidores e dos retalhistas começam a subir.

Embora este factor não tenha ainda repercussões no crescimento das transacções da área de retail na maioria dos mercados, a procura de espaços prime de retail mantém-se saudável e a disponibilidade nas melhores localizações mantém-se baixa.

Consequentemente, alguns mercados mundiais registaram subidas das rendas prime em oposição a muitos outros que registaram um abrandamento do decréscimo das rendas ou estabilização das rendas.

Nova Iorque mantém-se o destino de retail mais caro, com rendas prime a 13.744€/m2/ano. Sydney mantém-se em segundo lugar a nível mundial (9.207€/m2/ano), com Hong Kong em terceiro lugar (7.757€/m2/ano).

Londres permanece em quarto lugar, depois de ter registado um aumento anual das rendas na ordem dos 20%, desde o primeiro trimestre de 2009, com contínua e sólida procura, bem como baixas taxas de disponibilidade nas localizações prime.

Paris completa o top 5 dos mercados, com rendas de 6,300€/m2/ano. É interessante destacar que algumas das rendas de retail com aumentos mais rápidos se registaram na América Latina, em mercados, como o Rio de Janeiro, a Cidade do México e Santiago a apresentar aumentos significativos, tanto a nível trimestral como anual.

Embora se registem variações significativas entre diferentes regiões e mercados, há temas em comum. Comentando o panorama geral mundial, Ray Torto, Global Chief Economist da CBRE, afirmou: «Os retalhistas ainda se encontram perante condições de negócio incertas e continuam a pressionar os senhorios para que ofereçam pacotes de incentivos. Contudo, as pressões do mercado não impediram a expansão dos retalhistas e a procura de espaços prime de retail mantém-se forte em muitos mercados mundiais. Este facto, juntamente com baixos níveis de disponibilidade, deu origem a desequilíbrios entre oferta e procura em alguns mercados. Porém, a disparidade entre os valores das rendas de localizações prime e de localizações secundárias está, de uma forma geral, a aumentar. Enquanto o espaço prime está a gerar bons resultados, no imobiliário secundário verifica-se um padrão de maior disponibilidade, menor procura por parte dos retalhistas e quedas dos valores das rendas».

Sobre as tendências na região EMEA, Peter Gold, Director do Departamento de Cross-Border Retail da região EMEA da CBRE, referiu: «Embora o desempenho na Europa se mantenha heterogéneo, muitos mercados de retail da Europa Ocidental, incluindo Londres, Paris e Berlim, recuperaram surpreendentemente bem no primeiro trimestre de 2010. Em alguns casos, voltaram a surgir tensões a nível da concorrência, com os retalhistas a fazer ofertas agressivas, de forma a garantirem as melhores localizações. Nas restantes localizações, o fosso entre mercados e localizações prime e secundários mantém-se acentuado, tal como ocorreu em 2009. Os dados disponíveis não permitem dizer ainda se este fosso será reduzido durante o resto do ano».

Fonte CBRE

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