Mercado industrial sem alterações

O mercado industrial e logístico mantém o nível de actividade moderado que o tem caracterizado nos últimos anos, não se perspectivando alterações conjunturais significativas no próximo ano, dadas a situação económico-financeira do país e a retracção da actividade económica de uma forma geral.

Apesar da conjuntura adversa, o mercado vai tendo sinais de algum dinamismo que se traduzem maioritariamente por projectos “built to suit” ao invés da promoção especulativa com garantia de pré-arrendamento.

Efectivamente, os principais projectos concluídos em 2009, num total de 81,5 mil m2, encontram-se praticamente todos ocupados. Destaca-se pela dimensão, a conclusão do LogPlace Azambuja, desenvolvido pela Turiprojecto, para a FCC Logística num total de 75 mil m2.

Grande Lisboa

O stock de espaços logísticos mantém-se relativamente estável nos cerca de 2,4 milhões de m2, embora se tenha registado um decréscimo de área absorvida de aproximadamente 15% quando comparada com 2008, totalizando cerca de 140 mil m2. Encontram-se previstos para 2010 cerca de 215 mil m2 de novos espaços, dos quais se destaca o EcoPark da Azambuja que será ocupado pela Sonae Distribuição com uma plataforma logística de 110 mil m2, ao qual acrescem as primeiras unidades da Plataforma Logística de Castanheira do Ribatejo previstas para 2010.

Os valores de mercado têm permanecido relativamente estáveis ao longo dos últimos anos, enquanto a taxa de desocupação com a diminuição da construção especulativa também se tem mantido estável, embora a oferta mais antiga e desqualificada tenda a ser de difícil escoamento face à oferta nova e concorrencial, existente, a preços competitivos.

Grande Porto
O mercado industrial e logístico do Porto ressentiu-se da actual situação económico-financeira pelo que não se registou a entrada no mercado de empreendimentos que pela sua dimensão ou características sejam susceptíveis de marcar ou alterar o funcionamento deste segmento de mercado imobiliário.

Testemunhou-se, entretanto, uma retracção da procura, pelo que 2009 foi um ano bastante difícil, com uma média de redução de espaço absorvido de cerca de 30% em todas as zonas em estudo.

Apesar da conjuntura adversa, verificou-se a manutenção dos valores de transacção/arrendamento pedidos, ainda que a margem de negociação incorporada seja agora substancialmente superior. Dada a escassez da procura face à oferta existente, os proprietários vêem-se obrigados a proceder a descontos superiores aos anteriormente praticados podendo mesmo chegar à casa dos 20% no decurso do processo negocial.

Tendências

O potencial de crescimento do mercado localiza-se nos eixos Montijo-Alcochete e Alverca-Azambuja fruto da relocalização do Novo Aeroporto de Lisboa. O primeiro pelo impulso que a nova cidade aeroportuária trará e ao conjunto de actividades satélites que pode impulsionar; o segundo pela libertação das áreas de edificabilidade condicionada impostas pelas medidas preventivas do Aeroporto da Ota.

Fonte Worx

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